Era o grupo da
morte, da morte mais negra
Era o que se dizia
Só demónios e bruxas, lacraus e piranhas
De noite e de dia
Na roleta da morte ninguém estava a salvo
E o tempo corria
Pró apito final daquele jogo infernal
Que a sorte decidia
Entre mortos e
feridos passámos à justa
Pró que se seguia
Oitavos-de-final, vamos lá, Portugal
A malta já sorria
Para trás lá ficou, com dois pontos apenas
A nefanda Hungria
Eram três mosqueteiros que iam, lampeiros
Em frente, à porfia
No domingo, em
Sevilha, a Bélgica avançava
E Portugal caía
Na segunda, com estrondo, a França tropeçava
E já não se erguia
Mais um dia passava, a Alemanha ficava
Tão dura e tão fria
E do grupo da morte, da morte mais negra
Ninguém escaparia
Zé Veloso